A noite que é fria
Me lembra a poesia
Da rima vazia
Dos versos de amor.
Então a saudade
Que ora me invade
E aquela vontade
Do cheiro da flor.
A estrela que brilha
Igual à mantilha
No céu segue a trilha
Espargindo calor.
E a luz intangível
Se torna invencível
Mas é bem visível
Mostrando sua cor.
E nessa cantiga
O amor se abriga
Na graça bendiga
Da luz lá do céu.
No imenso universo
Transcrevo meu verso
Mas todo inverso
Fazendo escarcéu.
A noite passando
O dia chegando
E eu esperando
O amor que não vem.
Saudade doída
Abrindo ferida
Fazendo torcida
Que chegue esse bem.
1 comentário:
Excelente Cantiga. Pegada firme do início ao fim. Prabéns pelo ritmo e pela beleza.
Inácio Mendes
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