segunda-feira, 9 de abril de 2007

Te amo

Não te amo como se fosses
rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que
propagam o fogo:
te amo como se amam
certas coisas obscuras,
secretamente, entre a
sombra e a alma.

Te amo como a planta
que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz
daquelas flores,
e graças a teu amor vive
escuro em meu corpo
o apertado aroma que
ascendeu da terra.


Te amo sem saber como,
nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem
problemas nem orgulho:
assim te amo porque não
sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em
que não sou nem és,
tão perto que tua mão
sobre meu peito é minha,
tão perto que se fecham
seus olhos com meu sonho

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