segunda-feira, 9 de abril de 2007

NADA

As palavras já não implicam,
nada dizem.
O dia desintegrado,
nada mais aglutina.As sombras escrevem,
o ditado de sua nudez.
Os sonhos bailam,
dispersos pelos ares.
A pele não deixa rastros,
tampouco memória.Os olhos se calam tristes,
sob as pálpebras.As mãos esquecem,
o que jamais tocaram. E a alma se aplica,
à sua própria essência.

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