sábado, 20 de junho de 2009

Delírios

A chuva cai na terra, benfazeja
Um fecundante aroma o ar exala
A lenha incandescente nada estala
Apenas traz um cheiro que sobeja...



Na lareira, que esquenta bem a sala,
A fumaça... um desenho me traceja:
É teu nome bailando que voeja
Em lúdica visão que me avassala...



Neste vazio corpo delirante
Ao sentir tua mão vivaz e errante
Alastra-me um desejo abrasador...



Sem cogitar ser tudo pesadelo
Dirijo aos meus delírios um apelo:
Que eu não perca do beijo o teu sabor!...

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