domingo, 21 de junho de 2009

Cantiga de Amor

A noite que é fria

Me lembra a poesia

Da rima vazia

Dos versos de amor.

Então a saudade

Que ora me invade

E aquela vontade

Do cheiro da flor.








A estrela que brilha

Igual à mantilha

No céu segue a trilha

Espargindo calor.

E a luz intangível

Se torna invencível

Mas é bem visível

Mostrando sua cor.








E nessa cantiga

O amor se abriga

Na graça bendiga

Da luz lá do céu.

No imenso universo

Transcrevo meu verso

Mas todo inverso

Fazendo escarcéu.








A noite passando

O dia chegando

E eu esperando

O amor que não vem.

Saudade doída

Abrindo ferida

Fazendo torcida

Que chegue esse bem.

1 comentário:

Anónimo disse...

Excelente Cantiga. Pegada firme do início ao fim. Prabéns pelo ritmo e pela beleza.
Inácio Mendes