quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Decreto da Primavera?...

Tantos votos positivos
Deram-me alento e emoção
Por expressar ousadia
Num decreto com magia
Desprovido de razão...

E por ele ser de Inverno
O título incomodou,
A quem, como eu, pensou
Na primavera a chegar...
Com canto de passarinhos
Flores e flores se abrindo
Borboletas a voar...

Ah!... É perfeito ao verbo amar!

No entanto, doce poeta...
Que faço eu com as geleiras?
Com o silêncio a reinar,
Que às vezes, parece o inferno,
Mas não é... É só inverno!

Se a primavera chegar...
(E eu sei que vai chegar!).
Eu quero que ela me traga
Veleiro que não naufraga
Sem decreto pra votar.

Precisa de embarcação
Meu puído coração
Que está à deriva... No mar!

Sei que no fundo se esconde
Num cantinho sossegado
Um amor forte e valente
Mas que se faz de rogado.
E espera, confiante,
A primavera chegar...

Amar não é tão somente
Ver uma banda passar!
Amar é transcendental
Foge ao comum, ao normal...
É assim que eu quero amar!

Decreto da Primavera?...
Não vai dar para mudar...
A menos que essas montanhas
Me propusessem barganhas
Se transmutassem em mar...

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