Noiites em que dormias
eu permaneceia desperto...
Nos dias pelos quais fingias
eu me prostrava boquiaberto...
Sabias...
por isso,
cerceavas os meus guias.
Abrias,
portas e cancelas,
fazias,
surgir figuras venenosas e esguias.
Mas mesmo assim eu sorria
pois recordava dos caminhos,
que há milênios eu fazia
pra poder desvendar sozinho,
os meus segredos...
sempre morrendo de medo,
se por acaso tu passavas...
Deixei que me beijaste...
fui sugado como traste,
pela força do arraste,
pelo dissabor, pelo desastre
de saber, que nunca dormiste sozinha...
enquanto meu coração, se iludia,
imaginando que foste somente minha...
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