sexta-feira, 7 de março de 2008

paradoxal...

E vens com tuas vestes brasonadas
como fosses luzente candelabro, que pra omitir os descalabros,
calava-se, a cada momento em que embarreirado,
descobria-te prisioneira dos teus próprios gritos...

Ao final da festa, na semi-penumbra, rastejavas...
embodegava teu orgulho, e repleto de eufemismo,
já não mais esbravejavas...
Fazia-te filha mor do masoquismo...

Mas insistias, semi ablaqueada,
em perverter e perverter-te...
mirrada prostrava-te,
como estivesses travada, encantada,
pelo teu próprio jeito amaro e enodoado...

No paradoxo das sensações
que espocavam,
o crer refutava...
o querer relutava...
e ao fim,
uma atitude por demais igual,
por demais banal...
o afastar simplesmente pelo prazer de afastar-te...

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