quarta-feira, 19 de março de 2008

MARCAS DO TEMPO

Tudo se passou tão fugaz!

Não percebi, sequer, os meus lerdos passos.

Deixei pelo caminho o frescor da juventude,

Que se integrou, penso, ao viço das flores...



Rompi barreiras,

Consegui atingir objetivos,

Desfrutei das láureas do sucesso,

O que fez de mim um credor...



Mas, quantas vezes,

Tomei caminhos errados,

Nisso, transformei-me

Em um devedor...



Minha teimosia

fez-me seguir por desvios...

Essa alternância do certo e do errado,

Que é o bem e o mal,

Deixou em mim as marcas do tempo...



Mas, foi o espelho que me mostrou

O quão é cruel a realidade...

Vi a opacidade do meu olhar

E a tristeza do meu sorriso...



Minha alma teima em ser jovem...

Vejo no pensamento,

O que sinto nos meus sonhos...

Desconheço o final dessa caminhada...



Tudo há de diluir-se no nada,

Quando serão desfeita as marcas do tempo

Sem comentários: