quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Encontrei as Sereias-Ciganas

Estava a refletir, num sonhar acordado,
Veio-me à mente antigas crençase recordações,
Revi os obstáculos e as minhas superações,
Embrenhei-me no mundo da fantasia,

Encontrei a ilha das sereias perdidas,
Lá, ficou agitado o meu coração,
Depois, na foz de um rio,
Tomei banho com o mulheril,
Que não era mulheres,

Eram lindas ciganas-sereias,

Que de repente desapareceram,

Oh! pareceu-me uma visão!



Elas sumiram num jardim florido

E transformaram-se em flores

De um deslumbrante colorido.

Tornei-me um jardineiro, com a ilusão

De ficar junto às sereias-ciganas,

Para acalentarem o meu coração.



Despertei da minha reflexão,

Restaurou-se para mim a realidade,
Era como se eu saísse de um transe
Ou estivesse ante a uma miragem.


Jamais esquecerei aquela fantasia,

Por isso, a minha alma embevecida

Impeliu-me a registrar esse momento,

Na cadência da poesia.

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