quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Cigana

Na palma da minha mão,
tu já leste o meu destino;
Invadiste um coração,
que é rebelde e ladino.

Leste a vida… minha sina,
desnudaste o meu ser.
Mas tu cigana menina,
te esqueceste de viver.

Foi sina, perder teu fado;
Numa bela ilusão…
Esse homem teu amado,
nunca lhe leste a mão.

As linhas não se cruzaram,
por isso não se quedou;
Ao de leve se tocaram,
foi tudo… que te restou.

Não leias pois minha sina,
tentando adivinhar…
Se essa mulher divina,
comigo irá ficar.

Somos amor e o mundo,
que foi criado por nós.
O nosso amor é profundo
e nunca estaremos sós.

Sonha cigana querida,
nesta vida que é dilema;
Minha sina foi perdida,
nas letras deste poema...

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