segunda-feira, 9 de abril de 2007

MEU POBRE RIO TEJO

O rio, que da janela eu vejo, não tem igual,
É o rio do meu país, que corre feito animal,
Enfrentando monstros e outras assimetrias,
Transformando dias em noites e noites em dias.

Os pescadores às suas águas lançam malhas,
Procurando o peixe fugidio, hoje só migalhas
De tempos idos, em que a comida abundava,
Assim que os barcos o ditoso peixe enfrentava.

Daqui partiram as Naus para Terras fecundas,
Em busca de especiarias e cristianização,
Oh, rio, quanto das tuas águas são infecundas!

Por nos perdermos e à nossa mui nobre história
,Ó rio Tejo, vitória de outrora, por tua assunção,
Ficou-nos só a desdita de tua pouca glória.

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