Ainda é como antes.
Nada mudou.
Ainda te quero.
Ainda embalo meus sonhos
Nos suaves acordes de tua voz.
Sons, semitons, sustenidos
Que se espalham pelo ar
E que vivem em mim.
Contemplo com meu olhar
Um ponto distante, - Um risco no mapa da vida -
A tua imagem.
Tal como vi, na última vez: Parado, no cais, Estavas lá...
Vieras confirmar a partida.
Teu vulto se perdeu em meio a neblina.
Esta foi a imagem ultima que Ficou na retina.
E eu segui acompanhada da saudade.
E desde então estivemos peregrinando,
Como fantasmas de uma ópera nunca finda.
E entre braços flácidos pela inclemência do tempo
Ainda interpretamos o primeiro ato...
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