terça-feira, 6 de março de 2007

O GUERREIRO SOLITÁRIO*

Quimeras tantas...sonhos e ilusão
rezando teu nome em minha prece
sob a cerejeira que não mais floresce
na primavera...vivo em infinita lassidão.

Descem folhas vermelhas, uma vez mais!
Galhos chorando o castanho de teus olhos
espalham no ar o cheiro da relva e do solo
onde nos amamos...em cantos outonais!

Levaste junto a ti, do alvo ao carmim,
das flores e de toda a cândida renda
as cores e os encantos do jardim...

E solitário ouço, perdido em amor nesta seara!
o último sussurro de teu leque naquela senda:
"Serei sempre tua gueixa, nem a morte nos separa”.

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