segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Realidade

Não tenho a força que julgava,
o discurso que decorei noite passada,
sei que estou no meio do mundo,
o coração pulsa, não sei nada mais.


Tenho sonhos, antes mais, hoje poucos,
sei que posso ir onde desejar, sinto calor,
como se tudo fosse meu um dia e perdi,
meus desejos os fiz menores para realiza-los.


Escrevi milhões de palavras bobas,
desenhei imagens numa noite qualquer,
fiz-me liberto, solto para meu mundo,
utopia, não sei como parar e viver.


Meus planos não saciam meus desejos,
guardo minha alma em uma gaveta segura,
até um dia que as correntes se soltem,
criarei asas e voarei para alguém em um lugar.

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