segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Maluco

Era amor só por um dia,
um pouco de calor e muita vontade,
um encontro tomado de fantasia,
nada era paixão, nada tinha de afinidade.


Busquei sua boca ao sol do meio-dia,
não foi sem querer que olhei seu rosto,
pude senti-la em cada pedaço do beijo,
promessa, o toque, o amor naquele gosto.


Nenhum sonho era de promessa,
nenhuma palavra, nada claro,
as mãos se deram com muita pressa,
juntando corpo e alma em um gesto raro.


Maluco, foi assim que chamou,
quando de perto tocava qualquer parte,
aquecíamos, gelávamos os dois,
era tudo paixão que deu toque de arte.


Amei o corpo, escrevi a mulher, gritei,
anunciei ao mundo que nasceu o poeta,
construído em um dia de sol, meio-dia,
meio minuto, meio instante pouco discreta.

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