segunda-feira, 15 de setembro de 2008

REALIDADES...

O voar da brisa suave leva

carícias silenciosas às faces sofridas,

tal o pequenino colibri a levar

os seus carinhos às flores

entristecidas...



Essas suavidades são comparáveis

à palavra de amor cochichada á roseira,

para despertar a flor

que, silenciosa, parece adormecida...



Assim faz o apaixonado quando,

transtornado de amor, acaricia

a sua amada ao lhe fazer

juras de de amor...



E a vida prossegue entre abrolhos

em busca de conquistas e

não encontra um rumo definido,

há, sim, um destinodesconhecido.

Talvez, por isso, máscaras alegres

escondem rostos entristecidos...



A vida é uma passagem efêmera,

em que se sucedem alegria, dor e beleza.

Segue-se para o fim, tal qual o palhaço

que esconde máscara

a sua tristeza...



Por que o ser humano esconde a verdade?

Por que, meu Deus? Isso é uma hipocrisia,

se a vida é iniciada com choro

e termina em agonia...



A solução é esquecermos essas verdades

e vivermos cada momento as nossas

realidades sem pensarmos no porvir

E termos na mente, incessantemente,

o amor...



Procurarmos sofrer só a dor da saudade

e, como numa oração, fazermos do amor

a nossa única verdade.

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