sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nódoas negras de prazer.

Traz a noite mais longa que encontrares,
As fantasias doidas que tiveres,
As orações profanas que souberes
Para que eu ajoelhe em teus altares.

Traz os sonhos mais lindos que sonhares,
Os poemas mais rubros que escreveres
E as palavras sacanas que quiseres
Pra junto aos meus ouvidos sussurrares.

E na loucura do nosso alvoroço
Te mordo o umbigo as coxas e o pescoço,
Na noite que nos há-de acontecer.

E quando fores embora, se quiseres,
Podes deixar as coisas que trouxeres
Mas leva as nódoas negras do prazer.

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