De repente,
vejo céu em lágrimas
molhando teu corpo
em rara beleza, entoando
a olhos vistos, os mistérios,
as loucas tatuagens
do verbo em navegação!
Vejo-te nua,
como a flor em pétalas orvalhadas!
Vejo-te crua,
como a chuva que cai
saciando, juramentando,
copulando a paixão!
Ouço-te em dissonâncias,
como gaivota no vôo de verão,
Ouço-te em lamentos,
como pôr-do-sol
desabrochando, culminando
em noite de amor!
De repente,
vejo o romper da alvorada,
iluminando tua silhueta,
em épicos devaneios, melancolia
raiando pelos poros, musica
para meus olhos, águas
para meu êxtase!
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