sábado, 6 de setembro de 2008

Homem

O homem não é dono do seu corpo,

seus medos só lhe trazem pesadelos,

sua alma é como papel em branco.





Muitos sonhos chegam rápido

e partem sem realizá-los,

não somos donos, não somos nada.





As mulheres passam e não deixam carinho,

o prazer fica no corpo comprado

suado e sem um pedaço de amor.





Homens nascem e morrem sem sonhos,

seus pés mal pisam a terra,

a mesma que trabalha e engole sua vida.





Não existe justiça em um pedaço de pão,

nas mãos apenas calos de uma vida,

na barriga resta apenas o choro da fome.





Homem, arrasta sua esperança pela terra nua,

abra estradas em seu peito vazio de amor,

na água de sal, como do suor do seu rosto velho.





O homem hoje tem fome de justiça,

seus medos já não saem dos olhos,

da alma nenhum choro, nenhuma dor.





Somos donos de sombras, apenas sombras,

o que somos pela vida afora,

até que um Deus nos leva e viramos lembrança.

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