Chora gota, chora!
Pinga devagar tua sinfonia.
Deixe que, na lenta cadência,
tu chegues lá, bem no fundo,
às enroscadas tranças da flor...
Umedeça-as com tua canção
e deixe que teu carinho suba
lentamente, amorosamente,
às pétalas ressequidas
que, na ânsia incontida,
clamam por ti, em suspiros!
Devolva-lhes o carmim fugidio.
Receberás o beijo vermelho
que escorrerá em perfumes...
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