Quando o dia morre cansado nos beirais
pintando a noite sem olhos de futuro.
Os passáros da noite choram mais
magoando triste, o nosso olhar maduro
A grande sombra errante caminha triste
no arraial em murmúrio de madrugada,
passos oblíquos do vento que persiste
cantando medos sobre a hora magoada!
Alinhavamos o sol nas horas cansadas,
mas sobre as velhas paredes já fendadas
espreita o vago, do final já mais perto!...
A vida é fantasia louca que não medra
que cinzela o nosso nome sobre a pedra...
nas mãos do tempo que voa desperto.
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