sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Da janela do meu quarto

Da janela do meu quarto
vejo o mato, vejo o mato
e também vejo a estrada
que leva poeira a lugar algum.
Da janela do meu quarto
vejo o sol se pôr
e quando a lua nasce,
os sons da noite embalam
os meus aflitos versos.

Da janela do meu quarto
ouço grilos em serenata
e o som do seu cantar é triste
tanto quanto os olhos das estrelas.
E nada pode segurar o pranto
que nas madrugadas
goteja lágrimas na relva verde,
encanta o meu sonho e como
por encanto, mata a minha sede!

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