segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tempestade

Parece-me que nada mais importa,
Que é chegado o fim da minha trilha,
Não mais preciso chave em minha porta,
Minha pouca esperança se esmerilha...

Na fé, que indiferente não conforta,
Na dor, que se assemelha à armadilha,
No sonho que deitou na cama torta,
Em mim, que sou jogada na escotilha...

As vagas furiosas me rodeiam!
Debato-me incansável, a lutar...
Por quanto tempo, (Céus!) vou suportar?

Na vida, só covardes cambaleiam!
Tempestade é pouco para o fim,
De quem confia tanto em Deus assim...

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