quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PERDOA-ME

Perdoa-me se me perdi na multidão
e me confundi com a tua alegria,
se meu sorriso, disfarçando segredos,
imprudente acolheu a tua fantasia.

Perdoa-me o carinho indefinido,
a vaga imagem de um amor errante
aninhado em teu meigo coração,
como ave que seguiria adiante.

Amor feito dos aromas do vento
e dos sabores marcantes do tempo,
que de paixão serena se fez rebeldia.

Perdoa-me, se ainda guardares a lembrança
das flores magoadas da tua esperança
entre as folhas nunca lidas da tua poesia.

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