Aventura de te amar como louca ventania
Insistência de sonhar submersos paraísos
Onde tudo se faz desterrada nostalgia
Na crueldade lógica de imutáveis juízos
Que as estrelas se arrefeçam em pranto
Que os anjos proclamem delicados versos
Que o teu sonhar silente entoe sereno canto
Para nós existirá o emergir do universo
Abraçando a imensidão de um sentimento
Puro e perene a emoldurar o firmamento
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
ADORAÇÃO
Eu não sabia, e nunca soube do encanto,
o ritual de aromas antevendo o delírio,
as formas brilhantes como um colírio
cegando os olhos em êxtase e quebranto.
Eu não sabia, e não cumpri qualquer regra,
a breve temporada de um coração
em lírios e livres campos de adoração
excedendo a fertilidade e a entrega.
Valeu a pena do recato e da miragem
encarcerando o beijo na paisagem
dos meus lábios num sonho agreste.
Valeu o agridoce sabor que me deste
de uma lembrança veloz e despercebida,
ainda agora, a tantos atos e sobrevida.
o ritual de aromas antevendo o delírio,
as formas brilhantes como um colírio
cegando os olhos em êxtase e quebranto.
Eu não sabia, e não cumpri qualquer regra,
a breve temporada de um coração
em lírios e livres campos de adoração
excedendo a fertilidade e a entrega.
Valeu a pena do recato e da miragem
encarcerando o beijo na paisagem
dos meus lábios num sonho agreste.
Valeu o agridoce sabor que me deste
de uma lembrança veloz e despercebida,
ainda agora, a tantos atos e sobrevida.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
HOMEM
Responder em pele e calafrio
à visão marcada da existência,
e aqui dentro vai a desessência
restante da inversão do cio.
Fugir embalde à ímpia vigilância,
o rijo punho das certezas e ditames,
punição e forra ao jugo dos certames
repetindo gerações em jactância.
Mascar a repulsa no silêncio dos dentes
salivando ao corpo o seu próprio degredo,
encenar agora o esperado enredo
no palco clarividente das seletas mentes.
Ser homem, mais então que anuir à vida,
estar presente ante ao sorriso engodo,
ver o pranto possível descer ao esgoto
e curvar-se à felicidade consentida.
à visão marcada da existência,
e aqui dentro vai a desessência
restante da inversão do cio.
Fugir embalde à ímpia vigilância,
o rijo punho das certezas e ditames,
punição e forra ao jugo dos certames
repetindo gerações em jactância.
Mascar a repulsa no silêncio dos dentes
salivando ao corpo o seu próprio degredo,
encenar agora o esperado enredo
no palco clarividente das seletas mentes.
Ser homem, mais então que anuir à vida,
estar presente ante ao sorriso engodo,
ver o pranto possível descer ao esgoto
e curvar-se à felicidade consentida.
sábado, 16 de agosto de 2008
FORMA DE AMOR
forme-se a melhor forma
conforme a exata enformação
de forma que a precisa formatação
reforme a aparência disforme
agora nesta formação uniforme
vai conformar-se a fôrma
que define a beleza formidável
na forma que aos olhos conforme
de forma alguma nesta conformação
haverá forma de outra deformação
certo é que nenhuma desenformação
reconformará a desejável forma
enfim descanse a formação confortante
neste aparato que então se formaliza
fôrmas reunidas na perfeita forma
para sempre conformadas na infinita reformação
conforme a exata enformação
de forma que a precisa formatação
reforme a aparência disforme
agora nesta formação uniforme
vai conformar-se a fôrma
que define a beleza formidável
na forma que aos olhos conforme
de forma alguma nesta conformação
haverá forma de outra deformação
certo é que nenhuma desenformação
reconformará a desejável forma
enfim descanse a formação confortante
neste aparato que então se formaliza
fôrmas reunidas na perfeita forma
para sempre conformadas na infinita reformação
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
PERDOA-ME
Perdoa-me se me perdi na multidão
e me confundi com a tua alegria,
se meu sorriso, disfarçando segredos,
imprudente acolheu a tua fantasia.
Perdoa-me o carinho indefinido,
a vaga imagem de um amor errante
aninhado em teu meigo coração,
como ave que seguiria adiante.
Amor feito dos aromas do vento
e dos sabores marcantes do tempo,
que de paixão serena se fez rebeldia.
Perdoa-me, se ainda guardares a lembrança
das flores magoadas da tua esperança
entre as folhas nunca lidas da tua poesia.
e me confundi com a tua alegria,
se meu sorriso, disfarçando segredos,
imprudente acolheu a tua fantasia.
Perdoa-me o carinho indefinido,
a vaga imagem de um amor errante
aninhado em teu meigo coração,
como ave que seguiria adiante.
Amor feito dos aromas do vento
e dos sabores marcantes do tempo,
que de paixão serena se fez rebeldia.
Perdoa-me, se ainda guardares a lembrança
das flores magoadas da tua esperança
entre as folhas nunca lidas da tua poesia.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
NOSTALGIA
Sempre te ouvi, sorridente poetisa,
e intrigado assimilei o teu canto
ao caminhar dúbio de minha vida,
ritmando cada fase do meu pranto.
Edifiquei frágeis castelos ao vento
para a morada de insanos anseios,
buscando então o consolo e o alento
que me levassem o ardor de tantos receios.
Por noites e dias em que atravessei
minha própria alma entre dores e alegria,
digo-te agora, poetisa, que fracassei...
Emudecerá também minha voz de poeta,
deitando à eternidade a nostalgia
de uma vida... que nunca foi completa.
e intrigado assimilei o teu canto
ao caminhar dúbio de minha vida,
ritmando cada fase do meu pranto.
Edifiquei frágeis castelos ao vento
para a morada de insanos anseios,
buscando então o consolo e o alento
que me levassem o ardor de tantos receios.
Por noites e dias em que atravessei
minha própria alma entre dores e alegria,
digo-te agora, poetisa, que fracassei...
Emudecerá também minha voz de poeta,
deitando à eternidade a nostalgia
de uma vida... que nunca foi completa.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
TÂNTALOS LUNARES
por ti eu percorri tantos mares,
e mais que provera forças tantas
tanto amor, despenhei dos sonhares
em tântalos lunares de esperança
seria o teu canto que fugia
na algesia que cada amanhecer
concedia à alma quando esvaía
êxtases na harmonia do esvaecer
estanco numa terra devoluta
de sentido o rescaldo de uma
lide que ousou a eternidade
sempiterno o luar a veleidade
atesta de uma colheita infinita
posta à sombra de uma desdita
e mais que provera forças tantas
tanto amor, despenhei dos sonhares
em tântalos lunares de esperança
seria o teu canto que fugia
na algesia que cada amanhecer
concedia à alma quando esvaía
êxtases na harmonia do esvaecer
estanco numa terra devoluta
de sentido o rescaldo de uma
lide que ousou a eternidade
sempiterno o luar a veleidade
atesta de uma colheita infinita
posta à sombra de uma desdita
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
PERPLEXO
Nada! Absolutamente nada
tanto agora eu pudesse ser,
tanto nada pudesse então parecer
ante ao que tanto me enfada.
Farto! Completamente farto
de provar o quanto sou,
tanto vale como estou
ante ao tudo que descarto.
Bravo! Bravíssimo o impulso
suicida calando o percurso,
falatórios que se partem ao reflexo.
Silêncio! Calo-me perplexo
ante ao tudo que abona o nada,
aplaudo a obra engalanada.
tanto agora eu pudesse ser,
tanto nada pudesse então parecer
ante ao que tanto me enfada.
Farto! Completamente farto
de provar o quanto sou,
tanto vale como estou
ante ao tudo que descarto.
Bravo! Bravíssimo o impulso
suicida calando o percurso,
falatórios que se partem ao reflexo.
Silêncio! Calo-me perplexo
ante ao tudo que abona o nada,
aplaudo a obra engalanada.
domingo, 12 de agosto de 2007
AUTO-RETRATO
cumpra-se a sanha severa das palavras
cada gesto que me imole e derreie
mais a podridão exposta das lavras
de tudo quanto se esculpa e semeie
dissipe em ventania o meu pensamento
cada ideia que ousou o sentido da terra
mais o córrego célere dos tormentos
conjurando a inundação da nova era
iluminem-se céus em minha demanda
e que o tempo demarque longa a ciranda
imponderável das próprias espirais
resista a memória ao penhor dos madrigais
quando já as mãos, argila e desenho,
contemplam sonhares, abandono e cenho
cada gesto que me imole e derreie
mais a podridão exposta das lavras
de tudo quanto se esculpa e semeie
dissipe em ventania o meu pensamento
cada ideia que ousou o sentido da terra
mais o córrego célere dos tormentos
conjurando a inundação da nova era
iluminem-se céus em minha demanda
e que o tempo demarque longa a ciranda
imponderável das próprias espirais
resista a memória ao penhor dos madrigais
quando já as mãos, argila e desenho,
contemplam sonhares, abandono e cenho
terça-feira, 7 de agosto de 2007
JAMBO
Antes que esta tortura rapace
me traia o senso em desaplumo,
leva de mim os teus olhos de fumo
sugerindo o mel do insano enlace.
Antes que teu corpo em jambo
me enrede desejo e textura,
termino em tragédia tal loucura
cerrando em silêncio o mundano canto.
Serão os meus dias qual aguardente
que me enleva imprudente
à fonte retida em cálice ancestral.
Ou cesse agora o madrigal
ante o beijo partindo em vertigem
a redoma de um delírio virgem.
me traia o senso em desaplumo,
leva de mim os teus olhos de fumo
sugerindo o mel do insano enlace.
Antes que teu corpo em jambo
me enrede desejo e textura,
termino em tragédia tal loucura
cerrando em silêncio o mundano canto.
Serão os meus dias qual aguardente
que me enleva imprudente
à fonte retida em cálice ancestral.
Ou cesse agora o madrigal
ante o beijo partindo em vertigem
a redoma de um delírio virgem.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Sementes
desfaleço no limiar do desalento
se a memória mergulha num arquejo
e evade das muralhas e tormentos
este sonho em que agora adormeço
retorno ao senso primordial,a delicadeza de um impulso
retorno ao senso primordial,a delicadeza de um impulso
que então revela magistrala sublimação do meu percurso
desvendo sementes da eternidade
desvendo sementes da eternidade
exumadas na harmonia e eqüidade
da paz em que agora me aconchego...
a candura iluminada de um segredo,
a candura iluminada de um segredo,
ruflares enfim do teu sonhar sereno
em que me descubro neste instante pleno
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