Cortam os céus a voz que a ti esmaga.
Leva, nos tons, grilhões, (a tua paga!),
que hão de te ferir, abrir em ti chagas,
as mesmas que sulcaste em meu peito;
as que meu corpo exangue diz do feito
que me pôs de joelhos neste leito.
Qual flecha pontiaguda, meus trinados
levarão aos teus ouvidos os recados
que guardo na garganta engasgados.
E, tal qual pomba livre, seguirei
flanando sobre ti, ditando a lei
que irá te dobrar na nova grei.
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