sábado, 6 de outubro de 2007

UM DIA

Um dia apenas,

um dia... que valeu,

tanta alegria por uma paixão,

por um amor.



Um dia...

daqueles momentos de ilusão

uma saudade crescia, paraiva no ar

e você não aparecia.



Um dia...

até o vento chorou

e as noites pareciam mais frias,

abrigou-se o sol entre nuvens cinzentas.



Na tarde sonolenta de tédio,

os pássaros calaram,

os botões de rosas avelhentados

cobriram o chão

com marcas pisadas de alguém que se foi,

por um amor, por uma paixão.



Restou apenas uma lágrima,

o silêncio,

a claridade atrás da penumbra do quarto.

E nada mais!

Um dia apenas,

um dia...

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