sábado, 6 de outubro de 2007

Prazer

Fala no meu ouvido, pede,

não precisa falar de amor,

jogue a roupa por aí,

não explica, vem, deita aqui.





Se quiser faço promessas,

invado sem perguntas,

sei que compreende,

o prazer é só prazer quando se quer.





Mistura seu cheiro ao meu,

role nua sobre os lençóis,

não peça, deixa eu te dar,

salto o corpo, assalto o sexo.





Mostre resistência,

diz não, me provoque mais um pouco,

obriga-me a ficar de lado,

desperta eu instinto caçador.





Sei seus pontos, meus jeitos de fazer amor,

o orgasmo é vida inteligente,

deixa que ele exista, agora,

aceita-me ou não, vem comigo.





Nossa cama acumula camadas de prazer,

somos refeições noturnas,

oficio do amor,

pela ordem, um amante próprio do outro.





Deixa a música gritar com seus gemidos,

o silêncio perturba o desejo,

volte seu rosto e beija o meu,

como se olhasse ontem por trás dos ombros.





Leva-me junto com seu êxtase maior,

corre, socorre meu gozo eminente,

grita meu nome, agarra com unhas fortes,

corre, indo e vindo minha carne, eu, da sua.

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