Ai quem dera se o tempo parasse
naquela minha idade
do esforço e da luta pelo pão
mas também da empolgação,
da vibração por uma Nação melhor...
viver neste país neste momento
de um tempo perdido,
com tantos desvios,
sinto-me assim tal qual gaivota,
asa partida e me sentindo
como estranha no meu ninho.
Ai quem me dera tivesse eu nascido
em outras plagas com povos
de outros brios,
e outros compromissos,
como os da retidão
da palavra empenhada,
da causa julgada.
Ai quem me dera a reciprocidade
da pontualidade,
e abafar de vez essa visão canhestra
que soa como desafinada orquestra,
e faz grassar mas é o lume
dessa impunidade.
Ai quem me dera esse país sonhado
e sonhando sigo,
pois apesar de tudo não consigo
eu... deixar de amá-lo.
1 comentário:
Este poema está bue da fixe. Parabéns
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