sábado, 15 de setembro de 2007

UM DESABAFO AI QUEM ME DERA

Ai quem dera se o tempo parasse

naquela minha idade

do esforço e da luta pelo pão

mas também da empolgação,

da vibração por uma Nação melhor...

viver neste país neste momento

de um tempo perdido,

com tantos desvios,

sinto-me assim tal qual gaivota,

asa partida e me sentindo

como estranha no meu ninho.

Ai quem me dera tivesse eu nascido

em outras plagas com povos

de outros brios,

e outros compromissos,

como os da retidão

da palavra empenhada,

da causa julgada.

Ai quem me dera a reciprocidade

da pontualidade,

e abafar de vez essa visão canhestra

que soa como desafinada orquestra,

e faz grassar mas é o lume

dessa impunidade.

Ai quem me dera esse país sonhado

e sonhando sigo,

pois apesar de tudo não consigo

eu... deixar de amá-lo.

1 comentário:

Anónimo disse...

Este poema está bue da fixe. Parabéns