Já vai descendo a noite nas palavras
Nelas vertendo as sombras derradeiras
E os sonhos pelas penedias bravas
Desmantelam as rimas feiticeiras
Já um silêncio sepulcral perpassa
O coração das palavras e as cala
Como ao canto da ave que esvoaça
No vento enganador que não a embala
Mas a noite, ninfa perene e bela
Sob o seu véu que é sempre uma janela
Que se abre ao futuro amanhecer
Implora à lua, sensata companheira
Já grisalha e tão sábia conselheira
Não deixe as palavras... emudecer
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