Nem sempre estou do mesmo modo.
Há dias, em que a solidão me ronda,
o cansaço me castiga,
a futilidade me incomoda
e meu bom humor vai embora...
Tenho vontade de sair,
sem ter destino certo,
de pegar o volante e, simplesmente,
dirigir...
A cabeça com mil problemas,
tantos chamados dos versos,
rimando ou não meus poemas,
vou dirigindo...
Quantos versos perdi,
por não poder escrê-los,
enquanto dirigia...
Vinham juntos com música,
eu procurava retê-los,
mas a memória dispersa
acabava por perdê-los...
Quando outros fazia,
eram versos diferentes,
já falavam de outros temas,
já misturavam poemas...
Sãos dias de muito trabalho,
de saudades, que incomodam,
rotinas de vida errante,
que atormentam o viajante
dos versos...
Nestes dias, sem você
eu não suportaria
viver...
Você diz que sou manhosa,
mas isso não é verdade...
Toda mulher só é inteira,
plena, completa, vaidosa,
quando tem paz para sonhar...
E, sem você, esta paz vai embora,
fico no mundo sozinha,
sujeita a tantos caprichos,
correndo pela vida afora...
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