quinta-feira, 6 de setembro de 2007

LINDA, LINDA, LINDA

Bela, extremamente bela...
Flor que atravessa janelas,
e posta-se nos jardins e aquarelas,
que sobrepõem-se às querelas...
Fulgurante beleza verdadeira,
feita feito entalhe em suntuosa madeira...
Não nascestes simplesmente pra jamais crescer...
És do som o tom ameno, o enternecer.

M'alma se revolta...
Oh, Soberano Deus,
faça-me entender a razão dessas voltas.
Eu não entendo...
Por mais que eu veja, e continue vendo,
Eu não entendo...

Seria uma maldição?
Uma praga?
Uma premissa de retornar para expiar,
sofrer, morrer sem sequer saber matar?

Trêmulos estão meus sentidos...
Não me coaduno com quereres bandidos,
tampouco sorvo do veneno,
da hipocrisia, da pequenez, do falso aceno...

Como pode flor de beleza infinita,
saber-se aflita,
pois que a igualdade nela não habita?
Pra ela só a maldita desdita...
Mas estrela que és,
no horizonte onde a grandeza não se afere
pela tez,
vives plena, sem a demência do talvez...

Flor de intensa luz que poética,
reina livre sobre a estética,
e te mostras linda, infinda...
Uma deusa sem fronteiras...
Uma brisa que cala a poeira...
Uma verdade que permeia,
por onde a luz incandescente meneia,
iluminando tudo o quê,
eternizado far-se-á...
Contundente força cósmica,
que fulgurante, brilha e pra sempre cintilará...

Meus olhos agora,
rasos d'água,
não deixam que eu me perca na mágoa...
Impedem-me de odiar.
Teu rosto infinitamente belo vaticina,
em mim,
um desejo sem fim de te reverenciar.
Flor de todas as cores.
Sina de todos os amores.
Linda, linda, linda...

Quem sabe eu um dia ainda,
venha a obter a pureza,
desses teus olhos ímpares?
Quem sabe eu consiga não chorar,
quando ao te mirar,
descubra-te terna visagem de fazer encantar...

Mostra-te filha do sol!
Cumpra o destino,
que somente o Pai te aferiu,
de seres,
alma na terra,,.
Corpo solto na guerra...

Semente de paz,
que leva no sorriso e no lirismo do olhar,
tudo o que contigo vai,
no universo se espargir...
Ao lado do Pai,
pois que arcanjo és...
Beijo teus pés...

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