quarta-feira, 12 de setembro de 2007

IDÍLIO

Habitas-te no cerco do meu coração, pela janela dos

meus olhos fitavas a vida, no raiar do horizonte avaro

sol sem luz, que inventa oceanos em palavras de gelo


voejando ilusória paz, eterna toponímia dos tempos.



Sei como te quis, no querer feito no ditar da lealdade

onde habitava a beldade prestigiosa, de um roseiral florido!

Brio celeste onde residiu o paradigma do amor mais casto

sem sentenciar oculto que elege mentiras, golpeando o ser.



Te trouxe sempre guardada nesta mansão de amor terno

puridade que afagou nossas horas, em coloridas noites

como dois rios calmos, que se uniram em floresta virgem...



Incendiada minha alma palpita ainda no meu peito calado!

Caminhemos loucos, na fascinação da paisagem dos dias

ficados no tempo, onde grita eternamente uma saudade.

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