sexta-feira, 14 de setembro de 2007

À CLASSE OPERÁRIA

Nesta vida de sacrifícios e de muita luta,
Foi que o homem perdeu todo o seu sentido.
De que lhe vale pois a velha e digna labuta,
Se anda neste mundo como que perdido?

Tudo agora é mecanizado e infecundo,
Já não cabe aqui o robusto trabalhador.
E é por isso que mui mal vai este mundo,
À custa do pouco escrupuloso opressor.

Escritórios como olhos vazios de bustos,
Proliferam por todo o lado - e seus patrões,
Mais preocupados com os elevados custos,
Do que com os desgraçados corações,

Das gentes que trabalharam uma vida inteira,
Para ter o futuro assegurado na sua velhice.
Mas o que vai à frente, tomando dianteira,
É toda esta nova e poderosíssima canalhice.

Ah, que eu morra aqui por ti, ó desventurado,
Pois só isso fará sentido de agora em diante!
Trabalha e luta, conforme o bem estipulado -
A todos o régio direito de trabalhar doravante.

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