domingo, 1 de julho de 2007

TEUS OLHOS

Teus olhos me arrastam
Para um turbilhão de desejos...
Enlouquecem...
Quando fixam
Minha boca...
Pedindo ardorosos beijos!
A mulher que sou,
Pede colo...
Caricias sem limites...
Noite sem pressa...
Corpos desafiando...
A madrugada que começa...
E a paixão se faz...
Quente e bela...
Pagando do amor...
Toda...
A promessa!...

À noite

Falo para a noite que chega
e não encontro consolo.
Digo que não mais esperarei
mas aqui estou,outra vez,
colando pedaços
que espalhei pelas tardes
à espera de teus beijos.
Falo somente para a noite
pois ninguém mais entenderia
esta esperafeita de cores e fitas.
Só a noite me propicia
esconderijos nas esquinas.
Só a noite mantém este segredo
que já nem sei guardar.
Só a noite me diz:"Espere.
Ele há de chegar!"

O tempo não extingue o amor

Separados por décadas,
em um só dia a distância se foi...
Em alguns meses as recordações
acentuaram-se,uma estrada delineou-se,
sonhos construídos com a ajuda das estrelas
cintilaram em meu olhar, em seu olhar,
encontros esporádicos acontecem,
tendo como testemunha o mar
e muitas vezes as luzes da cidade grande.
Idas e vindas sem estrada certa.
Sonhos esculpidos em fase de lapidação,
momento decisivo de duas vidas
que por longo tempo afastadas,
reacenderam a chama da paixão adolescente,
na estrada da maturidade.
No carinho do olhar,no sorriso cúmplice,
no abraço a segurançada certeza do amor,
enquanto as mãos se procuram para o caminhar esperado.
A fortaleza do amor se ergueem tons azuis,
prenunciando o caminhar sereno,
na estrada sem curvasno outono de nossas vidas.

CLAUSURA

Súbito olhara ao passado que ali ficara
na vazia sala sem encantos...indefinição
lançado ao ar e preso ainda ao grilhão
a angústia de ser o verbo que apunhala.


Deitara a face em tantas outras histórias
soltando um grito quisera ser guerreira
mas as lágrimas caídas daquela pedreira
molharam apenas as próprias memórias.


Descera ao solo, tinha apenas um rosto
que faria então a solitária e murcha flor
se do alto pedestal caira a contragosto?


Cerrara assim os olhos à luz ofuscante
do esvoaçar das borboletas em amor
reclusa ali estava, no verso agonizante!

ESFINGE

O Sol navegando o seu barco pelo Nilo
nas sombras respingando esperanças.
Clamores à Ísis, magias e sopro de vida,
qual ela, sacerdotisa nas estrelas prossigo.
Da esfinge fugitiva, minhas vestes
são o enigma decifrado pelo amor.
Bordam meu corpo e por um momento
sou falcão e serpente nos céus liberta...
Dos desertos, pregressa, a Rá professo
em cânticos: És Deus! Vivificou-me.

AMOR MEU

Amor meu amo-te.
Você é puro desejo e fantasia.
No ato e no fato não desato.
Seu feitiço que me cativa.
Em você acolho-me nas noites frias.
Nada peço, dou apenas meu amor.
Pode ser em minutos, horas, eternidade.
Tu és fruto da conquista verdadeira.
Chama-me de amor ou de paixão não importa.
Sou simplesmente aquele que sempre te quer.
Almas divinas juntam se a enamorar.
Serenidade que nos leva ao infinito.
Juras de amor constante em nosso viver.
Existência acolhida no corpo e mente.
Sinceramente presentes és minha.
Traga o seu coração para perto de mim.
Porque esse coração está te amando muito.
Realizo-me em ti amor meu.

Onde estão?

Às vezes eu me questiono se o tempo passa
(apesar de todas as minhas negativas sobre isso)
nesses ímpares instantes, eu sempre me pergunto:
onde estão?...

Onde estão aquelas manhãs de inverno
em que apesar do frio e dos pés descalços
apesar das roupas tão usadas, o casaco puído
eu era tão feliz e corria contente pelas calçadas?

Onde estão as avenidas forradas de flor de ipê
que eu pisava em círculos para sentir a maciez
e a alma se encantava, como se não houvesse mais nada
além daquele tesouro... o deslumbrante tapete amarelo!?

Onde estão as rosas daquele jardim, as árvores
as cercas vivas tão bem podadas, o coreto, o chafariz...
depois a fonte luminosa, quase sempre estragada
todo mundo reclamava, e ninguém fazia nada...

Onde estão as festas de São João, a reza comprida
que levava uma vida e a gente não via a hora de acabar,
pra comer rosquinha de nata e tomar chá de cravo e canela...
ah!...lá vão anos que não vejo uma festa como aquela!

Onde estão meus anos dourados, que eu não sabia que eram
pensava que a vida seria sempre aquela, tão bela!
Onde estão as estradas tão ruins que levavam à cascata
onde os passarinhos faziam festa quando a gente passava?

Onde estão... eu não sei, não tem como saber...
Mas eu sei, eu insisto, o tempo não passa
somos nós, que irreversivelmente, passamos por ele
deixando o que foi bom para trás, e não se esquece jamais!

SEM TÉDIO

As minhas noites nunca são vazias,
Nem sinto,- quando à sós - a solidão...
Pois faço, do silêncio, uma canção,
Que vibra como acorde, nas poesias.
Tiro da mente o fútil pensamento,
Criador de angústias e pesares;
As minhas mágoas mando para os ares,
E vôo livre, rumo ao Firmamento.
É a poesia a minha terna amante,
Que, de mim, não se afasta um só instante,
E traz-me a paz sempre na hora certa.
Se deixar de escrever, eu sinto tédio,
E se tédio eu sentir, não há remédio,
Para a minh'alma tão febril e inquieta.

CRIANÇAS SÃO ANJOS

Criança ciranda da vida
Criança que tão cedo
Fora ao mundo lançada criança perdida...
desamparada.... sofrida.....
Criança esquecida,
sem afeto, da vida desiludida.
Por desamor,
deixou de viver seu mundo criança,
não conheceu o que é infância.
Onde está o teu sorriso?
Para onde levaram teus sonhos?
O que foi feito de ti?
Os sonhos te flagelaram.
Teu sorriso escondeu-se na dura selva de pedra.
Ah! Criança
Se eu pudesse reconstruir teus sonhos,
juro: te devolveria a esperança perdida,
a ternura do teu sorriso,
a ingenuidade do teu coração e transformaria
tudo em paraíso sorrindo pra ti,
porque crianças, são anjos.

RECADO PRO MEU NAMORADO

Que minha alma amante te encante ´
Nessa Saudade que multiplicar-se
em dez., em milhões.... deixo meu
recado para meu enamorado....
Entre mil momentos sumptuoso...
O meu coração você sublimou
E que ninguém me impeça de ir além...
E ter este desejo sempre constante!
Nesta jornada de beleza infinita
com muita saudade vivo pensando
dos sonhos e poesias por nós vividos!
Que meu recado venha suavizar,
esta saudade tão abundante e real!
que se eternize em seu coração...!

O A M O R !

Quando sonhamos com o amor,
Nosso coração veste-se de esplendor.
A emoção é sempre muito grande
E nosso coração torna-se gigante !

Quando o amor surge no coração,
Procura logo uma grande paixão.
Ela vem chegando derrepente
E sonhamos com o amor sómente !

Sonhar, sonhar e nunca chegar,
Mas, até de longe podemos descortinar.
O amor vai surgindo devagar
E o nosso coração começa a vibrar !

No amor quem mais o sente,
Logo,logo já nele o pressente.
Mas, quando a luz começa a surgir
Derrepente ele começa a fugir !

O nosso coração é uma vertente,
No principio torna-se muito valente.
Mas, quando esse amor fugir
Uma tristeza começamos a sentir !

Nas altas serras do amor,Sonhamos com todo louvor.
Mas, ninguém sabe e nem viu
Para onde o amor fugiu !

Todo homem e toda mulher,
Na vida o amor vai sempre querer.
Mas quando ele aparecer
Qualquer coisa sempre irá aborrecer !

O ciume começa a aparecer,
Não há jeito dele desaparecer.
Muitos amores são perdidos,
E para sempre esquecidos !

Não há melhor coisa no mundo,
Do que dois pares se amarem.
Mas,é necessário para isso
Que assumem um bom compromisso!

O amor vem também do infinito,
Tudo nele por Deus é bendito.
Quem amar com perseverança
A felicidade é uma esperança !

Os anjos lá do paraiso,
Sabem todos o que é isso. Aqui na Terra fomos premiados
Para nunca ficarmos isolados !

Deus nos deu o coração para amar,
Mas, não devemos ficar a sonhar.
Para o amor no coração ficar
Temos sempre a Deus amar !!!

AMAR É ...

Olhar com a alma...
Admirar com o coração...
É Contemplar o que é belo.
Ver o desabrochar de uma flor,
Sentir a natureza,
Sentir o vento no rosto,
Sentir o calor do sol.
Meditar.
Pensar.
Decidir.
É estar bem comigo mesmo..
Amar é...
Tudo e um pouco mais.

AMAR É ...

Olhar com a alma...

Admirar com o coração...

É Contemplar o que é belo.

Ver o desabrochar de uma flor,

Sentir a natureza,

Sentir o vento no rosto,

Sentir o calor do sol.

Meditar.

Pensar.

Decidir.

É estar bem comigo mesmo..

Amar é...

Tudo e um pouco mais.

O Amor.

O amor é o sentimento da cumplicidade,
O amor não é projetado, flui do coração,
O amor é singeleza,
não tem dimensão,
O amor é o princípio
e a verdade.

Não há regras estabelecidas para amar,
O amor não é somente sexo, é muito mais,
Não são jogos de interesses,
não são só ideais,
O amor e doar-se um ao outro, é interação.

Amar é uma prática
semelhante à oração,
O amor é o aprimoramento da espiritualidade,
O amor é uma ação singela,
é boa vontade,
O amor não é mensurável,
O amor é uma missão.

O Amar.

Amar é a sublimação,
Do poeta a cantilena,
Que sai do coração,
Com cheiro de verbena,
É o deslumbrar da sutileza,
É se envolver de emoção,

Desnudar-se da tristeza
Fazer do verso uma canção.
O amor, que é sublimado,
Traz as cores da alegria,
Galhardeia assoberbado,
O portento de sabedoria
Transborda dentro do ser,
A messe que sempre acalma.
É um sentir que vem acrescer
A luz que inspira a alma.

AMIGA-ANJO

Sob o chão teus pés percorrem alados
Buscando a alegria de querer
E envias como um sol descortinado
Raios tão puros de sofismas inigualados
À todos que compartilham o teu viver.

Lu... Luz... Lúcia, amiga Anjo!
Desafias os encantos dos Arcanjos
Nessa entrega de amor que em ti encaixo;
Pois teus braços são laços
Onde entrelaço
O meu sorriso complementando o teu abraço
Que como asas irradias ao amanhecer.

És a chama que ilumina o rosto dos que passam
Por tua vida, felizes por ti ter...
Amiga-Anjo festejo em ti essa alegria
Por fazeres o bem com euforia
Entristecida por nada além poder fazer,

Quando a dor se supera te deixando comovida
E tentas dar forma mais divina a própria vida
Que te abençoa fazendo mais e maior o teu prazer.

Tens o clarão dos que descobrem o lume da amizade
E acalentas para nunca se apagar,
Afastando para longe a falsidade
Entenercendo-se com a capacidade
Dos que roubam o amor dos Qerubins para agradecidos entregar-te até o fim.

Tira O Véu

Não permitas que eu me perca de Ti.
Não fujas, não Te escondes Pai!
Estou tão perto, mas minhas mãos se esvaem no vazio
Como se representasses apenas uma imagem de luz!
És real ou reflexo?
Te vejo ou Te imagino?
Te sinto ou deliro?
Por que não me aceitas?
Tira o véu que me cega!
Colocao chão aos meus pés de novo, Pai!

sábado, 30 de junho de 2007

VAI PASSAR

Vai passar como tanta coisa já passou,
vai acabar como tanta coisa já acabou.
Vai passar como as escolas de samba na avenida,
vai passar como passa a própria vida.
Vai passar como já passaram governantes,
como passa o tempo de estudante,
colegas, namorados e amantes,
bandidos, meliantes, bons e maus instantes.
Vai passar como tantas decepções,
como inúmeras emoções.
Vai passar como tantos sermões
que pai e mãe costumavam dar
e castigos que professores insistiam em aplicar.
Vai passar custe o que custar,
como passa a ressaca do mar,
como passa a noite e a escuridão,
o inverno, o outono, a primavera e o verão,
o dia e a claridade,
muitos amores e muitas amizades.
Vai passar como passam as saudades,
as chuvas e as tempestades.
Vai passar como passam as alegrias,
as grandes farras e as orgias,
as tristezas e as agonias.
Tudo vai passar um dia,
seja no centro ou na periferia.
Vai passar toda e qualquer juventude
na sua imensa plenitude,
até a velhice vai passar,
um dia tudo há de terminar.
E quando realmente passar,
quando tudo definitivamente acabar
é que será possível ver
se algo conseguiu sobreviver.

O QUE DÓI

O que dói num amor que termina
Não é o fato de ter acabado;
O que dói num amor que termina
É o fracasso do não vivido na relação;
O que dói num amor que termina
é o fracasso do imaginado e não relaizado;
O que dói num amor que termina
É o fracasso do sonho sonhado;
O que dói num amor que termina
É a contemplação do fim de uma existência a dois
Porque mudou a convivência;
O que dói num amor que termina
É a transformação de uma relação que
Esfriou e morreu.

E POR FALAR EM VOCÊ

Ruas, travessas, becos, esquinas,
sacadas, varandas, janelas entreabertas,
o tempo nublado, calçadas molhadas,
a chuva miúda, o cheiro de terra,
momentos de espera, estou tão sozinho,
o barulho dos carros apressados que passam,
o mês é setembro, quase primavera.

Andar sem sossego por toda a cidade,
tomar um conhaque, fumar um cigarro.
Melhor ir para a casa compor um poema,
dedilhar no piano um velho bolero,
sussurrar o seu nome, você está tão longe,
o telefone que toca, desculpe, é engano!
Continuo lhe amando, apesar dos enganos.

Comprei seu perfume e espalhei pelo quarto,
ainda sou um romântico, daqueles incorrigíveis
e o seu retrato ainda mora na cabeceira da cama.

Já são mais de dez horas nessa cidade nublada,
faz tanto tempo que a saudade é um tormento,
queria poder viajar pra bem longe,
queria poder me encontrar com você,
tentar refazer, acertar desta vez.

Os meus muitos defeitos: alguns consertei.
O livro de contos, ainda não terminei,
para ser bem sincero, a muito não pego,
já faz algum tempo, só escrevo poemas:
o mesmo tema de sempre...

E por falar em você...