quarta-feira, 2 de maio de 2007

Particularmente hoje

Hoje,
particularmente hoje,
estou assim..
Meu corpo num canto jogado,
o vento que soprava,
está parado,
até o sol não saiu..
Hoje,
particularmente hoje,
o universo está calado.
Há tristeza em mim..

A VIDA DE UM AMOR SEM VIDA

Este amor que não viveu sua vida e foi embora, s
em uma despedida, hoje chora
uma saudade da vida
que lamenta a hora da partida....
Um amor que não foi pronunciado,
esquecido e largado, hoje vive no lago do passado,
afogado no choro abafado de um dia viveu ao seu lado...
Uma despedida que não
conheceu o encontro,
lamenta um amor de uma historia sem enredo....
Sem começo e fim assim foi o amor e o seu destino,
que viveu em busca de sua alma gêmea...
Por estar preocupado, com a aparência de uma beleza exterior...
o amor que nasceuda chama da criação
passou despercebido, para tristeza do coração...

Mau grado, as minhas mãos...

Por detrás destas mãos houve vontade
Hoje sem ela não têm expressão
Que lhes dê corpo e gesto de verdade
Pois sem vontade não há emoção
Estas mãos que aqui vês são só matéria
Sem nervos e sem força ou movimento
São as extremidades da miséria
Desta alma que as manda sem alento
Daí que as minhas mãos hoje não sejam
Mais do que úteis amparos deste corpo
que oram juntas enquanto o fim almejam
E quando enfim cruzadas sobre o peito
Me acompanharem no sono derradeiro
Que eu encontre o perdão nesse meu jeito

Tuas mãos...

De todas as saudades
é ela que mais me açoita:
- a saudade das tuas mãos!

Do teu afago amante, inebriante
amenizando minhas vontades!
O toque dela, impura, atrevida
suavemente como a pluma...

Ah! Tuas mãos... onde estarão?
Desejo tanto o carinho
feito por elas no meu corpo
deslizando de mansinho
bem devagarinho...

Levando-me a viajar
pelos momentos tantos que passamos,
as tuas mãos nas minhas, nos amando
fazendo desses momentos
secretos nossos, para sempre!
Que saudade!...

ERAS

Lilás que na tela vazia dos meus dias...
bordava fantasias e nutria o som
de verdes sinfonias no campo arado.
Sementeira das melhores quartas-feiras,
soprando as cinzas que já não
cabiam em meu corpo por inteiro.
Ventando moinhos na madrugada
de um tempo que não tem pressa,
és a promessa que regressa.
Alvorecer de um dia em que a magiaveste-se
de fantasia e faz-se real, tempo
que não é meu e nem teu... é carnaval.

Lenda do estuário

Diz a lenda, que houve no mar, um lindo estuário!
Possuidor de rica magia, sua fama espalhou-se pelo mundo.
Foi palco de um grande amor, entre uma plebéia e um templário.
Mamon e Talassa... naquela vida se chamaram...

Ambos, amantes do mar, suas lendas preservavam.
Muitas delas, foram transformadas em versos, pelos amantes,
em laboriosas odes, que ao idolatrado mar, ofertavam.
Não havia no mundo, porém, idílio com maior dilema...

Talassa, súdita do amor, a ele se entregava sem reservas.
Porém Mamon, rico aristocrata, da riqueza se orgulhava,
e ao voltar para o seu reino, a Talassa sobraram apenas trevas,
que ditaram versos de amor e saudade, os melhores da época.

Muitos anos se passaram, sem que ela desistisse de esperar.
Todos os dias, ao cair da tarde, rumava para o estuário
na esperança de algum dia, vê-lo voltando em algum barco
mas tudo que teve... apenas as vagas encapeladas para olhar.

Morreu numa tarde de setembro, com as gaivotas a lhe rodear
como se soubessem da sua dor, como se sentissem aquele amar.
Séculos se passaram, mas em todos, houve sempre um amor...
uma linda história de amor, vivida no estuário...

Ninguém nunca desvendou; tinham-no como amaldiçoado,
porque Talassa e Mamon, usando sempre as mesmas iniciais
muitas vidas ocuparam, e em nenhuma delas resgataram,
antigo penhor que ficaram devendo lá atrás...quando tudo começou.

As intempéries e acidentes geográficos, ruiram o estuário.
Porém, nada existe que pode ruir o amor; ele sobreviveu ao tempo.
Por muitas vezes, os amantes se empenharam em altos riscos
para se manterem juntos, unidos... mas o fim, sempre os separou.

Na escolha cruel que surgia, entre a riqueza e o amor...
Diz a lenda, que finalmente, foi concedida à Talassa, a graça de escolher
(não ao amor do seu idolatrado Mamon) porque ele não mereceu,
mas escolher uma nova forma de viver... queria voar, ser águia.

Por isso hoje, sempre que houver uma águia sobrevoando o mar,
olhando-se para a praia, veremos um homem a caminhar... Mamon
que estará usando outro nome, mas é o mesmo ser que repudiou o amor
e que inconscientemente, deseja ser águia... mas nunca conseguirá!

Espera

Que venha o mundo...
Estarei nua esperando no amor...

Que venha a noite...
Serei as asas dos sonhos que lhe mostrarão novos céus...

Que venha a guerra...
Serei o branco da paz mostrando a face livre do fel...

Que venham as batalhas...
Serei a guerreira enfrentando as agruras até o novo amanhecer...

Que venham os dissabores...
Serei o vinho novo apurando a vida que está por fenecer...

Que venham as dores...
Serei o remédio curando as feridas que o pranto causou...

Que venham as tristezas...
Serei a alegria sorrindo vida em campos onde o amor germinou...

Que venham as dúvidas...
Serei a certeza intuída nos sentidos que não deixarão estagnar...

Que venham as angustias...
Serei o acalanto tocando a alma no abraço que não pode esperar...

E se nada disso me vier, que me venha então o amor,
serei eu mesma;

Mulher acolhendo a vida
no desejo de sempre e tão somente amar!

Onde está o seu tesouro?...

Quanto possível, procura acostumar-te ao bem.
Pensa e fala no bem. Age, fazendo o bem, tanto quanto puderes.
Um dia compreenderás que a pessoa, seja ela quem for,
somente crê e tão-só admite aquilo que cultiva no próprio coração...

Derrubando paredes, construindo pontes....

Na vida, estamos sempre desempenhando algumpapel: o de chefe, pai, mestre, aprendiz, amante, anjo,sábio, ídolo, ator, juiz, capataz, carrasco, herói...E nos relacionando: em casa, no trabalho, no trânsito,em família, com amigos, com credores, fornecedores e amores...Basicamente, em cada papel, cenário, e momento,podemos estar derrubando paredes ou construindo pontes.Tomar consciência de como agimos é meio caminhoandado para nosso crescimento pessoal e profissional...Levantar paredes é sinônimo de separatividade...Construir pontes é sinônimo de união...Levanto paredes sempre que humilho, desprezoou agrido, nego-me a ouvir, sou autoritário e dono da verdade, zombo, grito, uso do meu poder para submeter a vontade do outro, fecho-me ao diálogo, faço tudo para aparecer e parecer maiordo que sou, negligencio minha saúde integral...Construo pontes sempre que ouço, coloco-me no lugar do outro, reconheço esforços, valorizo a dedicação, respeito sentimentos, dou um sorriso,me interesso de fato pela outra pessoa, percebo que não sou o centro do universo, sou grato, tenho a humildade de aprender, não tenho medo de me revelar como sou...Poderia escrever muitas laudas sobre levantar paredes e construir pontes.O importante é estabelecer dentro de si a eternavigilância sobre cada ato e momento, prestar atençãosobre as próprias tendências.Levantar paredes, afastando, atemorizando,enganando, mistificando, agredindo, humilhando,ignorando, submetendo, calando, zombando,abandonando...Ou construir pontes, aproximando, tranqüilizando,ouvindo, cultivando a verdade, respeitando, ensinando,aprendendo,reconhecendo, dialogando, amando,protegendo...Faça o gesto de apontar para alguém ou algo.Olhe para sua mão.Veja que enquanto um dedo aponta fora,há três dedos voltados para si mesmo.Isso deve ter algum significado não?Enquanto estiver muito preocupado em parecersuperior, mais e mais paredes se levantarão em torno de você, ainda que esteja sempre no meio de multidões.Os amigos verdadeiros, as pessoas que têm algum afeto por você, se acostumarão com sua ingratidão, com sua negligência, com seu descaso, com suas traições, com seu desamor, e cada dia sua ausência doerá menos...Reconstruir pontes...Restaurar ligações...Resgatar a ternura...Recuperar o amor próprio...Reunir...religar...acima de tudo...Retomar o leme de seu próprio destino

Você é eterno

O seu corpo e as coisas de sua propriedade
são materiais e transitórios.
Ser escravo do corpo ou dessas coisas
é reduzir o potencial de sua mente.
Não se deixe dominar.
Apegar-se a bens materiais é caminhar para a decepção e a dor.
Elas sobrevêm antes que você as espere.
Desapegue-se. Tenha maior liberdade.
Crer na imortalidade é desapegar o espírito e voar mais alto

AMANHÃ

Dos propósitos aos remorsos, dos erros aos desejos, nós mortais, arrastamos por toda parte, nosso manto de loucura e dor.
Nas infelicidades passadas, nas mazelas presentes e nas esperanças futuras não vivemos nunca, esperamos a vida.
Amanhã, dizemos; amanhã estaremos melhores, realizar-se-ão todos os nossos desejos. O amanhã vem e nos deixa mais infelizes.
E da noite que passa, esperamos, ainda, o que nos prometeram os nossos mais belos sonhos.

Lenda das Estrelas

Sonhos, escritos sobre grãos da areia,
no mar despertam, embalados por beijos,
em noite sem luar

Meio ao escuro, poetas escutam
os murmúrios das ondas a bailar,
sempre cascateando as promessas
eternas de um infinito amar

No vai e vem das águas,
a boa brisa começa a contar a lenda
das estrelas do mar.


Enfeitiçadas, elas rodopiavam no ar,
e na cadência, deixaram-se alcançar
pelas gotas serenas que subiam a todo vapor,
desvendando no céu os segredos do amor

A solitária, sensível e curiosa, predestinada a encantar,
mergulhou no mar, e, admirada com tanta beleza,
ela aprende a nadar,
e ao céu não pode, nem quer mais voltar

No mar profundo, descobriu o verdadeiro amor,
que transformou sua razão em paixão,
e hoje sua constelação é luz, a compor a eterna emoção,
que fez ascender o seu coração

TANTAS VEZES O AMOR BATE-ME À PORTA

O amor bateu-me à porta tantas vezes,
de formas tão interessantes: descuidado,
ou como pedras preciosas! Muitas variantes!
Sou grata a Deus por todos estes instantes...

Certa vez veio e se instalou como infante,
meus carinhos maternos desabrocharam
e nunca mais me largaram..
Noutra vez, chegou sensual, dilacerante...

Fez-me feliz, mas, machuquei-me profundamente!
Ao partir...chorei fel, sangue, achei
que as dores findar-se-iam ao voarem como pássaros...

Porém o amor está sempre a recomeçar,
chega de manso, estonteante...
quando menos espero, embrulha-se em mim...

II

Vez em quando, peço um tempo!
Descanso dos contratempos do amar,
escrevo poesias, planto jardins,
reclamo com o síndico que as obras não podem parar...

É o tempo que Ele está me dando, para novas investidas!
Já conheço seu astral: encantar-me com as velas ao longe,
boiando placidamente no lago Paranoá...
A paineira derramando suas flores sobre a grama,

enchendo meus olhos de verde-e-rosa,
como minha linda Mangueira...
E o estardalhaço das maritacas

passando em bando sobre meu telhado...
Esta a melhor forma do Amor:
encantar-me cumplicemente! Sem maus tratos!

A M O R !

Ninguém pode dar aquilo que não possui.

Para dar amor,
você deve ter o amor.


Ninguém pode ensinar aquilo que não sabe.

Para ensinar o amor,
você precisa compreendê-lo.Ninguém pode conhecer aquilo que não estuda.

Para estudar o amor,
você precisa viver no amor.Ninguém pode apreciar aquilo que não aceita.
Para aceitar o amor,
você deve tornar-se receptivo a ele.Ninguém pode ter dúvida daquilo em que deseja acreditar.
Para acreditar no amor,
você deve estar convencido do amor.Ninguém admite aquilo a que não se entrega.
Para se entregar ao amor,
você deve ser vulnerável a ele.Ninguém vive aquilo a que não se dedica.

Para se dedicar ao amor,
você deve estar sempre crescendo no AMOR!!!

INVERTENDO A LENTE

Como enxergamos a vida pela lente de nossos pontos de vista,
costumamos ser rigorosos em relação às atitudes dos outros
e bastante indulgentes em relação às nossas.

Sempre imaginamos que as outras pessoas estão erradas,
têm segundas intenções, são incompetentes, preguiçosas, maliciosas...

Nós, não !!!

Se erramos é porque estávamos com problemas, não nos deram condição melhor, tínhamos a maior boa vontade mas não deu certo ou algo nos atrapalhou...

Invertamos um ponto esta lente, sendo mais indulgentes com as atitudes dos outros
e um pouco mais rigorosos conosco mesmos.

Assim como nós, as pessoas erram sem ser por maldade ou propositalmente.

Vemos maldade ou preguiça, inveja ou má vontade nos atos alheios
porque as temos em nós.

Geralmente vemos nos outros vícios e imperfeições que trazemos,
mas que ainda não vencemos, passando a criticar duramente as pessoas.

Entendamos que não deixaremos de identificar o mal,
mas veremos as pessoas com melhores olhos, nos defenderemos do mal que existe,
não criticando-o nos outros.

Vejamos o bem no próximo !

REI DA PERDIÇÃO

No ventre que foste gerado,
No branco leite que sugastes,
Na pia onde sereno te batizastes
O perdão foi-te negado...
Caíste em um mundo usurpador
Pelo naufrágio de tua própria cor,
Que com o negro da insapiência se misturou.
Vivencias a vileza que desprezastes;
Agora saltas de pára-quedas aterrisando
No putrefato medo de existir.
Tremulando teus delírios,
Exacerbando tuas fraquezas,
Especializas-te na maneira
Requintada de mentir.
Cambaleia tua honra frente ao Paço
Onde abriga os troféus que não ganhastes.
És a sombra do que querias ser,
Enfileirado nas cruciais fantasias de deter
A luxúria viril na indecisão do teu passo.
Só te resta mergulhar na
Possessão da tua seita
E perambular vadio
Esperando a próxima colheita.

Flor-de-maio

Ó resumo da flor-de-maio coral; rilha
à casa, desmaios levitam em delírios
e um sopro criança sorri nesta armadilha;
nutrindo hoje um alvo copo de lírio.


Alamedas em mim nasçam; orlado junho
estendendo às celas líquen e hidromel,
alando quem sabe este olhar que ora empunho;
voando distante o meu heu desta minha babel.


Sopro da menina de maio beba um sonho
floral em qualquer estação, halo aposto,
delírio e mel florido do olhar risonho,
lírio tocando ao coral alando agosto.


Brilhos no quarto branco, amado querubim.
Vem! Lança aqui dentro a aragem que eu reacendo,
afastando a cheia estação qual este alastrim
que aflora... flor-de-maio, dá-me, enfim, setembro!

Seja Feliz !

Confie em si mesmo e dê novo rumo à sua vida.

É duro viver sem sorrir,
esperar o pior, imaginar a doença.

Seja otimista mesmo na maré baixa.

Ele sempre resiste e vai em frente.

Qualquer problema, visto com temor, se agiganta,
assume grandes proporções, machuca, perturba,
mas esmorece e some, se encarado com coragem.

Queira ser feliz e será.

Quem procura ser melhor,
encontra o rumo da felicidade

JARDIM DOS AFETOS

Com tuas mãos, podes cultivar o teu jardim de afetos.
Sê generoso em tua casa...
Cuida de tuas flores, não permitindo que a erva daninha se alastre em teu canteiro de amor.
Afasta para longe o ciúme e o desrespeito.
Não anules flor alguma em seu perfume...
Deixa florirem à tua volta aqueles que são teus.
Incentiva-os.Ama-os.Que as tuas mãos não lhes despetalem os sonhos...
As mãos do jardineiro devem ser tão delicadas quanto as flores que acariciam.

Espaços Vazios

De uma paixão, nasce um grande amor
amor vivido curtido...por tempos...
mas pelos caminhos da vida...pode perder o esplendor
quando não mais cuidado...cultivado..regado...
ervas daninhas...nascem ao seu redor
sufocando...abafando...ferindo...
o coração ferido a sangrar
e espaços vazios nele aparecer...sofrer...
por não mais tocar, pleno bater vem a necessidade ,
desejo, de o preenchere nas esquinas da vida...
o complemento te verte quer , você até necessitar,
o querer...uma vida paralela a nascer...
a fomentar, a completar o espaço
que vazio está...complemento no contido
contido misturado...sentimentos divididos
de um lado confortado , acomodado
de outro completado, apaixonado
carinho, afeto, amizade de um lado
de outro, desejo, paixão...
libidonas partes o amor contido
partes somadas, coração completado
passionalidade, racionalidade...embutidos
se me obrigarem a optar, impasse...
CORAÇÃO NOVAMENTE VAZADO, DIVIDIDO