terça-feira, 9 de março de 2010

Mulher

O tempo é como o amor, são marés que voltam,
o ausente está sempre rondando o peito vazio,
quantos sonhos me provocam a mulher que amo,
sou o amanhã antes que o ontem mostre o sol.


Quero suas luzes de desejos rondando minhas sombras,
os perfumes do seu corpo provocando as vontades,
sons ensurdecedores do ritmo alucinante do prazer,
fazendo a paixão queimar a pele dentro e fora do sexo.


Mulher! Por agora, faça-me único nos seus desejos,
seja meus sonhos de uma noite ou de todas mais,
entregue-se, dome, domine, deixe-se tomar pela paixão,
solte-se para que lhe toque fundo no corpo e na alma.


Separo as mãos do corpo, deixando-as ao longo dos braços,
como se fossem asas paradas em meio à tempestade,
toco sua face, fazendo uma pequena trilha de saliva,
arrasto minha língua, descendo entre os seios até à pelve.


O amor agora é o tempo que provoca nossas vontades,
atravessamos desertos, ventos, luzes, relâmpagos,
a menina encontra a mulher, o homem torna-se amante,
o prazer se resume em minutos à paixão, em morte ou vida.

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