A ceia tem que ser tradicional:
Bacalhau com batatas e alguns grelos,
Rabanadas, filhós e caramelos,
Porque amanhã é dia de Natal.
Lá fora cai a neve de Dezembro
Mas na casa, aquecida, está-se bem.
Já nada lembra a gruta de Belém
E eu, talvez, também, já não me lembro.
De manhã há risinhos de alegria
E olhos esbugalhados da euforia
De verem os presentes reclamados.
Bem perto, numa casa de pobreza,
Há lágrimas de fome e de tristeza
A salgarem o olhar dos desgraçados!
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