Vive em mim o espectro da contradição,
Às vezes, sinto-me a alegria do amanhecer com o abrir das flores
e o cantar dos passarinhos
Noutras sou o desalento crespúsculo, no morrer do dia...
Convivem comigo a desolação e a alegria.
Há momentos em que perco a noção do racional...
Mas ajo com a razão, quando consigo separar o bem do mal...
Sei que em qualquer dessas circunstâncias,
Sofre impactos o meu coração...
Passo horas na negritude da saudade,
Sei que é um erro conviver com o passado
Por causa de amor que ele próprio me furtou.
Pode parecer uma incoerência,
Mas para mim nada está acabado,
Essa é a minha realidade...
Qualquer ser humano carece de carinho
A sua falta me leva à inconseqüência numa perene contradição,
Que confunde a razão e a emoção.
Vivo assim perdido no meu próprio caminho...
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