Ventos que de mim riem zombeteiros
Como ousam perturbar o meu recato?
É meu direito neste último ato
Soçobrar nos sossegos preguiceiros
D’Eolo a culpa tenho-a já formada
E não vou perdoar-lhe mais folguedo
Quando vencida a vida e o meu medo
Voar na brisa breve d’alvorada
Parto sem pena deste mundo hostil
Perdidas as razões da existência
Vergado à custa do que vi mais vil
E que p'lo esquecimento a consciência
Se esvazie da dor como ceitil
Apagado na glória da ascendência
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