segunda-feira, 19 de outubro de 2009

REVOO DA ALMA

Não sei se a solidão é boa ou triste,
sinto hoje o corpo oco soprando a vida.
A velhice na solidão perdida
faz a gente pensar que a alma existe.

Depois que se desperta, a alma insiste
crescer e criar volume merecida...
Deixa de lado o mundo que consiste
numa fração da mente esclarecida.

Se a voz diminui, o silêncio aumenta
falando mais do que me falava antes
comigo a alma como sopro sem vento.

Sopro que sopra a vida e apaga as brasas
do tempo que vai queimando os instantes,
para então revoar sem precisão de asas.

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