Céu bordado,
no olhar inebriante
a face da cânfora,
encantado, sobrepondo-se,
regando em devaneios
a roca dos sonhos,
a saudade que não tem idade,
begônias e lantejoulas, rodando
pelo salão, um saltimbanco
dobrando o refrão!
Nas paredes,
vida sem ensaios,
o canto do rouxinol,
mexendo, envolvendo-se,
adubando em pequeninas notas
um carrossel de pensamentos,
carinho no rastro estrelar,
escoceses e suas gaitas
conduzindo, pele em purpurina
pelo cosmo, um cometa
deixando no coração
uma palavra, um replicar,
um poema de amor!
Nas talhas,
o néctar dos deuses,
embriagando na alma
o afago,
o beijo do luar!
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