quinta-feira, 11 de junho de 2009

Roca dos Sonhos

Céu bordado,

no olhar inebriante

a face da cânfora,

encantado, sobrepondo-se,

regando em devaneios

a roca dos sonhos,

a saudade que não tem idade,

begônias e lantejoulas, rodando

pelo salão, um saltimbanco

dobrando o refrão!



Nas paredes,

vida sem ensaios,

o canto do rouxinol,

mexendo, envolvendo-se,

adubando em pequeninas notas

um carrossel de pensamentos,

carinho no rastro estrelar,

escoceses e suas gaitas

conduzindo, pele em purpurina

pelo cosmo, um cometa

deixando no coração

uma palavra, um replicar,

um poema de amor!



Nas talhas,

o néctar dos deuses,

embriagando na alma

o afago,

o beijo do luar!

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