Uma folha,
suas linhas,
suas entrelinhas,
e um homem sob a mesa,
quebra penumbra, ampara
o sentimento, se descorre
em lamentos, em sons
que só o silêncio pode oferecer,
estros propagados na luz
e na magia da solidão!
Flautas,
suas notas,
suas semi-notas,
e seus cabelos ao vento,
inventando a canção,
o cheiro de mar, a pele úmida,
olhos empapuçados, e a brisa,
surge como devaneio primaveril,
um dueto a cavalgar
pelo ardor,
pelo fervor do refrão!
Palavras,
suas orações,
suas melodias,
e a semeadura da voz
abrindo no peito
portas e janelas
de nuances prazerosas,
que evoluem de dentro
para fora, enfatizando,
em cada abraço, a paixão
em cada beijo, o amor e suas
carruagens de emoções!
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