terça-feira, 12 de agosto de 2008

VIDA INFAME...

Sinto um aperto no peito
Como se o mundo nele estivesse alojado
E por falta de espaço tentasse escapulir!...

Florestas em chama, mares e lagos profundos!
Vastas planícies, montanhas, aranhas-céu...
Tornados e terremotos
Frente-fria, ondas de calor...
Na alma um buraco negro!...
Guerras e destruição...

Numa miscelânea de querer e de sentir!...
Navio sem rumo, avião sem rota...
Encontros e desencontros
Vida sem esperança!...
Caminho sem meta...
Trôpega, sou a visão do caos.

Embriagada nas próprias lágrimas
Levo na alma a inconformidade
O peito dilacerado
A fome de viver, sentir o universo abrir,
O amor acontecer...

Porque me olhas?!
Pensas que estou enlouquecendo?...
Neste mundo não há lugar para quem é amor
Quem se da aberto em verdades
Caro é o preço da credulidade!...

De uma vida apenas dores e incertezas
Do que busquei e não encontrei
Do que encontrei e foi mentira
Sonhos desfeitos...
Realidade infame... Dúvidas!...

Violentada por minha própria fragilidade
Esmagada por tudo que sofri
Sou o que não procurei
Vivo o que não desejei
Dúvidas...Dúvidas...
Onde errei?!...
Nada houve de concreto...
Fica apenas a certeza, o que não vivi...

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