domingo, 17 de agosto de 2008

TELA DE UM AMOR QUE NÃO MORRE

Nas minhas horas, de tédio absurdo,
dou por mim, revendo um postal antigo.
E vejo casais, passeando-se de mãos dadas,
sobre um fundo azul, e, em ti, me revejo,
para não enlouquecer.

Nossas horas tão sagradas, têm agora
outras prioridades, e eu sou contigo,
hoje como ontem, nos momentos bons
e menos bons.

Sabes… é que eu sem ti, sou nada! preciso
de teu amor, para sobreviver, subir ao
alto de mim e dizer que estou ali.

Sou um poeta, meio que perdido, sem sua
musa inspiradora; a tal mulher amada,
que me faz pôr em versos, o melhor de si,
que em mim se reflecte e propaga, em palavras
de agradecimento, que não as levará o vento.

Não estás só, meu amor, vide estes versos
para ti, fruto fresco que colhi, no mais fundo,
de meu coração apaixonado.

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