Lua diurna, o que quer me mostrar nesta tarde,
qual um meio circulo nos céus quase encoberto?
Lacônica boca, teus lábios estão mudos decerto,
e nada dizem; é ilusão neste meu peito que arde.
O martelar em minha mente assombra o devasso
reverdecer de uma orgulhosa e solitária alameda,
o arame farpado equilibra-se nestas minhas ledas
muralhas; acho até que a lua canta para o pássaro.
Eu o vi ali, estava tão sedento de algo quanto eu,
e esperando, quem sabe, que esta tarde se acabe
e que a noite nos traga estranhas estrelas de jade,
nascendo assim, aquela esperança que se perdeu.
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