domingo, 24 de agosto de 2008

Sorrisos da lua

Lua diurna, o que quer me mostrar nesta tarde,

qual um meio circulo nos céus quase encoberto?

Lacônica boca, teus lábios estão mudos decerto,

e nada dizem; é ilusão neste meu peito que arde.





O martelar em minha mente assombra o devasso

reverdecer de uma orgulhosa e solitária alameda,

o arame farpado equilibra-se nestas minhas ledas

muralhas; acho até que a lua canta para o pássaro.





Eu o vi ali, estava tão sedento de algo quanto eu,

e esperando, quem sabe, que esta tarde se acabe

e que a noite nos traga estranhas estrelas de jade,

nascendo assim, aquela esperança que se perdeu.

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