segunda-feira, 25 de agosto de 2008

REDEMOINHO DO TEMPO

No mosaico dos dias,
há diversas pastilhas.
No arquipélago do tempo,
as estações, as ilhas.

Na plantação das páginas,
os dias parecem grãos.
Os meses decrescem
de minhas mãos.

O pêndulo dos segundos
em sua oscilação,
me abana esperanças,
ou responde: Não?

Olho os espelhos dos relógios
vejo meu rosto refletido.
Escrever sobre a vida é buscar
ao redemoinho sentido?

As ventanias me trazem,
folhas dos calendários.
Na gaveta as páginas,
segredos, aniversários.

No encanto de cada dia,
num canto um "X"
É a obrigação secreta,
de ser cada dia mais feliz.

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