quarta-feira, 13 de agosto de 2008

POEMA DE INVERNO

Dormem as buganvílias, o róscido da manhã.
Gatos que passam, levando sombras consigo.
E por todo o jardim, insectos voltejam,
tontos de janelas.

Acendem-se as primeiras luzes… aracnídeos
montam suas tendas, entre as frestas, da madeira
carcomida.

Caem algumas gotas de água, pendendo das telhas
humedecidas… ao arrepio do vento matinal.

E ao longe já se escutam os primeiros pássaros,
trinando recentes vislumbres, de claridade.

Latem cães… no fim da cidade.

Choram crianças… cujo os nomes não sei.

Puxo-te para mim. E acordo-te com um beijo.

Vide, amor, é o inverno, que chega!

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