terça-feira, 12 de agosto de 2008

NO DIA DE NOSSO ENCONTRO

Recordo, como se hoje fosse, o dia
de nosso encontro.
As primeiras palavras trocadas, em
perfeita sintonia e harmonia.




Foi então, que te disse, timidamente,
que buscava um amor e que tu serias a
primeira a saber, dessa minha decisão.




Não o sabias, sabia eu bem, que,
esse alguém, só podias ser tu, que
assim me disse o coração, um tanto
louco, dentro de meu peito.




E assim foi que, novo dia surgiu, e,
logrando coragem, a ti me dirigi e
a tua mão na minha proferi.




Contaste-me, surpresa, que tinhas,
de receio algum… mas que não me negarias,
tal frontalidade e sinceridade.




E os dias passando, firmando foram,
nossos acertos e desacertos.




Que quem nesta vida, não esconde, o
que lhe vai no peito, à terra joga semente e
colhe raiz, fruto do mais puro amor.




Recordo, como se hoje fosse, o dia
de nosso encontro, em que já éramos
um do outro e não o sabíamos ainda.




Tem a vida destas coisas,
para os que acatam, a verdade do coração:




tarda que tarda mas sempre vem,
porque assim está certo e assim tem de ser.

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